Aiden – Knives
dezembro 31, 2009 by Caue Tozati
Filed under Resenhas
Lançamento: Victory Records
Por: Felipe Ladeira




(3.5/5)
“Fuck me? Fuck you, fuck you and this whole city and everyone in it.” Esse é o começo desafiador que demonstra a atitude mais agressiva da banda de Seattle, Aiden, em seu quarto álbum.
Para a satisfação da maioria dos fãs, o quinteto retorna à cena com um álbum de instrumental mais pesado e direto do que o seu antecessor, Conviction. Além disso, percebe-se facilmente a maior influência do horror punk (lê-se Misfits) e a menor contribuição do post-hardcore nas 10 rápidas canções (de em média 2:50) que se desenvolvem em clima de terror na voz de Willian Control.
A primeira faixa “Killing Machine” dá uma idéia dessa nova sonoridade possuindo uma pegada acelerada e forte acompanhada pelo refrão “Sick not to hurt, I want to watch the world burn” sendo um início perfeito para moshs em shows. A sensação de horror mistura-se ao refrão mais pop “Hey! Hey!” em “Right One In” e Scavengers of the Damned”, essa última nos traz uma sarcástica sensação de festa através das guitarras cadenciadas presentes no refrão e à brilhante interpretação de Willian C. Através de “Elisabeth” os elementos que remetem à noite e ao desejo de viver para sempre ao lado de alguém (morto é claro, estamos falando de Horror Punk lembra?) reforçam a temática do álbum, adicione isso ao fato do bom desempenho do baixista e ao riff marcante e teremos uma das melhores canções do “Knives”. O álbum segue com a polêmica “Crucifiction” com os seus muitos “Fuck your God/There’s no religion” e um tímido (mas bem colocado) solo de guitarra, nessa canção a crítica ácida ao fanatismo religioso assume a temática e serve de elo para abordar a loucura na provocante “The Asylum”. Após o doce (?) interlúdio de “Portrait”, “Excommunicate” e a punk wannabe de menos de dois minutos “King On Holiday” mantém a correria desse álbum em direção ao fechamento de Black Market Hell, canção que batiza o álbum através de suas metáforas e descrença no amor existente no mundo. Há ainda uma hidden track acústica no fim de “Black Market Hell” que conclui o “Knives” com a atmosfera de terror necessária para igualar ou até mesmo ultrapassar em qualidade o Nightmare Anatomy tão aclamado pelos fãs como o melhor lançamento da banda.
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Tracklist:
1. Killing Machine
2. Let The Right One In
3. Scavengers Of The Damned
4. Elizabeth
5. Crusifiction
6. The Asylum
7. Portrait
8. Excommunicate
9. King On Holiday
10. Black Market Hell







