The Used – Artwork
dezembro 31, 2009 by Caue Tozati
Filed under Resenhas
Lançamento: Reprise Records
Por: Felipe Ladeira




(1/5)
A primeira pergunta que fiz quando terminei a audição do quarto álbum de estúdio da banda de Orem, Utah, foi: “Estou mesmo ouvindo The Used? Não bastaram as críticas do público no Lies For The Liars?!”. Os fãs antigos que possuíam alguma esperança de um álbum nos moldes do S/T e do In Love And Death podem esquecer a idéia, já que Artwork é mais um lançamento sem criatividade, repleto de clichês e que mostra uma banda perdendo cada vez mais a personalidade do seu som em busca de reconhecimento na mídia.
O primeiro single da banda, “Blood On My Hands”, marca o início de algo que nunca deveria ser chamado de Artwork. No entanto, é uma boa faixa: instrumental pesado, bateria agressiva e a pegada no refrão que lembra (eu disse LEMBRA) o “velho” The Used. Em sequência temos a emocional “Empty With You” amenizando o banho de sangue da primeira canção com o seu romântico “If you want to say goodbye to everything, I could say goodbye too I can be right here empty with you.” Tendo um efeito semelhante à “I Caught Fire” no In Love And Death, um segundo ponto positivo para o fraco Artwork.
A boa impressão inicial é esmagada pelo tédio de “Born To Quit” e pela balada mal-sucedida de “Kissing You Goodbye” que nos apresenta apenas ao Bert sem inspiração e seu chato piano, além de um solo de guitarra sem imaginação.
“Sold My Soul” coloca as coisas no eixo novamente através da combinação: bom riff de guitarra por Quinn Allman, refrão bem escrito e um agradável piano no final da canção, porém isso não é suficiente para compensar o desastre musical nas quatro faixas seguintes que falham mesmo quando a banda tenta ser pesada, já que screams ao fundo e traços de eletrônica definitivamente não são chegaram perto do resultado esperado.
A penúltima canção, “The Best Of Me”, faz jus ao título sendo a única com os screams e agressividade instrumental que fizeram o The Used uma das melhores bandas de post-hardcore entre 2002-2005, ao meu ver essa é a faixa que mais se destaca no álbum. O “YOU NEVER GOT ME!” desperta a vontade do fã de gritar junto com Bert McCracken. “Men Are All The Same” trata de fechar o álbum de forma não muito satisfatória e demonstra como uma produção excessiva pode estragar uma boa letra.
Alguns podem chamar o “Artwork” de evolução, mas eu simplesmente percebo o clássico exemplo de uma banda que perdeu a essência da sua sonoridade em busca do sucesso. Uma das maiores decepções do ano quando o assunto é post-hardcore.
Tracklist:
- Blood On My Hands
- Empty With You
- Born To Quit
- Kissing You Goodbye
- Sold My Soul
- Watered Down
- On The Cross
- Come Undone
- Meant To Die
- The Best Of Me
- Men Are All The Same







