ESPECIAL: A Década Perdida Para a Indústria da Música
Eu li isso no site da CNN e resolvi compartilhar com todos:
Se você assistiu ao Grammy Awards no último domingo, você pode ter sido enganado a pensar que tudo está bem na indústria da música. Mas a verdade é que no final do ano passado, a Indústria valia metade do seu valor há 10 anos atrás e ao que tudo indica essa tendência não deve desacelerar tão rapidamente.
O total de revendas e licenciaturas caiu para 6.3 Bilhões de Dólares em 2009, segundo a empresa Forrester Research. Em 1999, esse valor chegou a 14.6 Bilhões.
Os dados oficiais da Associação de Gravadoras dos EUA (RIAA) serão lançados só na primavera (outono no Brasil), a tendência está bem clara. Em nove dos últimos dez anos o número de vendas só caíram, em média 8% ao ano. A última década foi a primeira que registrou uma margem negativa em vendas.
“Uma série de mudanças aconteceram nos últimos 10 anos”, disse o vice presidente do departamento de pesquisas do RIAA, Joshua Friedlander. “A Indústria está se adaptando as demandas dos consumidores, como, onde e quando eles escutam música, chegar nessas mudanças é um processo demorado e desgastante.”
As duas recessões durante a década não ajudaram nas vendas de música. É um pouco injusto comparar a última década com os anos 90, porque durante os anos 90 os consumidores trocaram massivamente seus discos de vinil, fitas cassete por CD’s.
Mas experts e gurus da Indústria ainda culpam a crescente popularidade da música digital como uma das grandes responsáveis pela queda de vendas.
“Os negócios da música digital é uma guerra de atrito que parece não ter um vencedor, ” disse David Goldberg, antigo chefe da Yahoo Music “Os CDs estão desaparecendo, e não tem nada substituindo ele a altura.”
A Doença que é a Música Gratuita
A batalha por consumidores que pagam por música pode ter sido perdida antes mesmo de ter começado. Em 1999, surgiu o Napster, um programa de compartilhamento on-line gratuito. O programa não só mudou a forma como muitos compravam suas músicas, ele também abaixou o preço dos CD’s de 14$ para 0.
“É fácil dar as coisas de graça,” essa foi a frase dita por Russell Frackman, principal advogado no processo contra o Napster em 1999. “A indústria não achou a tecnologia ruim. Mas achou errado a forma que ela estava sendo usada.”
O iTunes da Apple é creditado como o programa que finalmente fez um grande número de pessoas pagarem pela suas músicas, mas ele só foi surgir em 2003.
Entre o fim do Napster e o surgimento do iTunes, muitos dos 60 milhões de usuários do Napster encontraram outros modos de compartilhamento de música, continuando a obtê-la de forma gratuita. E mesmo quando o programa da Apple estreou, vendendo músicas por 99 centavos, a taxa não era tão atraente aos consumidores.
“Esse lag de quatro anos é o que fez a Indústria perder a batalha”, disse Sonal Gandhi, analista da Forrester Research. “Eles perderam uma oportunidade para aproveitar o novo comportamento dos consumidores e capitalizar em cima disso. ”
Segundo uma pesquisa da Forrester, hoje apenas 44% dos usuários de internet nos EUA e 64% dos norte-americanos acreditam que a música que eles estão pagando vale aquele dinheiro. O volume de downloads ilegais continua a corresponder a cerca de 90% do mercado, segundo o tracker BigChampagne Media Measurement.
“As pessoas vão roubar a música independente da situação, não compensa entrar nessa batalha, afinal de contas a guerra já está perdida”, disse Dan Ingala, fundador e vocalista da banda Plushgun.
Quando seu disco, ‘Pins and Panzers’, foi lançado ele foi o mais popular no site p2p What.cd com mais de 10,000 downloads ilegais de faixas.
“É uma questão de adaptação.” Disse Ingala. “Ao mesmo tempo, isso tem ajudado a gente a criar um público.”
Para Onde Estamos Indo
O grande problema da Indústria da Música pode ser a sua maior oportunidade. Mesmo com a queda percentual no número de vendas, a internet expõe aos seus usuários mais música do que qualquer outra coisa. Mas tem sido difícil ganhar em cima disso.
A Indústria tentou, licenciando ringtones, músicas em rádios como MySpace Music e Pandora, licenciando vídeos no youtube. Em 2009, só em licenças digitais as revendas chegaram a 84 milhões, e a previsão é de que esse número aumente ainda mais este ano.
As taxas de licença não cobrem pelo volume total de perdas, mas Gandhi acredita que a Indústria está finalmente caindo na real com as mudanças ao adotar esses novos formatos e tecnologias.
Ela disse que o efeito de interativo multimídia, um crescimento nas licenciaturas digitais e serviços como Lala, que foi comprado pela Apple em Dezembro, acabarão ajudando nas vendas.
“A Indústria está ativamente fazendo uma série de coisas que devem ajudá-la a voltar aos caminhos certos,” disse Friedlander (RIAA) “Estamos mudando de um formato de acesso para um modelo de forma de compra.”
As previsões da Forrester não são das melhores. A Indústria deve continuar em declínio até 2014, quando atingir a marca de 5.5 Bilhões de Dólares.
A menos que aconteça uma grande revolução, só então, as vendas irão possivelmente subir novamente.








This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.