Entrevista com Amy Lee
A revista Spin sentou recentemente com a vocalista do Evanescence, Amy Lee, para conversar sobre o novo álbum da banda, ex-integrantes, e seu hobby favorito: pintar.
Confira a entrevista em inglês aqui ou a tradução logo abaixo:
Como que você conseguiu um segundo Will Hunt para a banda? Isso é bem estranho.
[Risos] Bem, o retorno do Evanescence se deve muito ao novo Will Hunt. Eu conheci esse Will – eu chamo ele de Will “Science” Hunt porque ele trabalha bastante com programação e batidas eletrônicas – quando gravamos ‘Sally’s Song’ para Nightmare Revisited.
O Evanescence parou por dois anos. Por que voltar agora?
Por muito tempo eu não sabia o que queria fazer. Eu gostei bastante de fazer a banda sonora (score) de filmes e minha cabeça estava nisso. Eu me arrisquei um pouco com isso, mas ao mesmo tempo começei a escrever mais músicas. O meu tempo no estúdio com o Will ‘Science’ Hunt gravando ‘Sallys Song’ foi muito bom – foi um ambiente bom, livre, criativo. Então surgiu a idéia, ‘porque não gravar uma música própria?’ ele tem um estúdio em Forth Worth, Texas, e passamos dois dias lá escrevendo e gravando, o resultado foi uma música bem diferente – ela era escura e animadora. Era um sentimento que não tinha há um bom tempo. Então a gente passou boa parte do ano passado escrevendo igual loucos, e no meio disso tudo eu disse, “Sabe de uma coisa, acho que estamos compondo um novo álbum do Evanescence”.
Conte um pouco dessa primeira música que escreveram.
‘Hi-Lo’ é o título por enquanto dela. Ela vai ter uma direção mais electro-pop – não tem nenhum som de orgão. É um pouco na linha de Portishead ou Massive Attack, e a letra dela é sobre seguir em frente, mas de uma forma mais passiva, sem confrontar. É um, “Hey, tudo já passou, eu superei isso e não estou bravo com você.”
Os Fãs do Evanescence Mais Pesado Irão se Surpreender?
Bem, as músicas ainda estão pesadas. Assim como o The Open Door, as novas músicas são bem variadas. Mas nesse disco a amplitude é maior. Em alguns momentos o som é absurdamente pesado, mas tem ainda aqueles momentos que é completamente simples.
Vocês escreveram o disco todo juntos?
Grande parte sim. Ele foi com certeza a minha grande inspiração e co-escritor. Algumas das músicas eu escrevi sozinha, outras com o Terry [Balsamo, guitarrista] e o Tim [McCord, baixista] também. Eu tenho um estúdio na minha casa, e acabei trazendo o Will ‘Science’ até aqui várias vezes. A gente trabalhava juntos depois acabavamos trocando alguns e-mails com outras idéias. As composições e o som do novo material é muito inspirado pelos nossos artistas favoritos – Bjorkm, Nine Inch Nails, e música com bastante programação e que passa um sentimento de que a música é maior do que a vida.
Como que vocês decidiram a trabalhar com Steve Lillywhite?
Decidimos que seria uma boa escolha trabalhar com outra pessoa bem experiente para ter mais perspectivas, já que estamos convivendo com as demos por tanto tempo. O Steve ligou para a nossa gravadora e disse, “Hey, o que a Amy Lee e o Evanescence estão fazendo? Eu gostaria de trabalhar com ela.” Achei isso bem interessante. Não pensaria nele se não tivesse ligado antes. Então um dia almoçamos e mostramos a ele algumas das músicas. Ele realmente gostou do material e disse que queria trabalhar conosco!
Vai ser interessante, já que ele trabalhou com U2 e os Rolling Stones.
Verdade. E esse disco não vai parecer em nada com essas bandas, isso eu tenho certeza. Não é um disco organico. Nossa idéia é pegar sons de synth e atmospheric e mistuar um pouco com o som organico.
Essa direção é fruto de alguma coisa que você escutou recentemente?
Acho que sim. Tem algo bem legal acontecendo na cena músical agora. Existem algumas bandas agora com sons que são de outra época – algo na época dos anos 80 com sintetizadores e moogs. Eu amo isso. Tenho escutado bastante La Roux.
As letras terão um tema em comum?
Escrevi muito sobre o que passei na época. Existem aqueles momentos de “Hey, eu superei isso, estátudo bem.” E outros de sarcasmo puro tipo, ‘Hey, isso não é a coisa mais dramatica do mundo.’ Mas em alguns momentos a coisa realmente fica pessoal. Acho que por isso estamos com dificuldade para definir um título. [Risos]
Mas liricamente, é uma versão mais real de mim mesma. Estou falando algumas coisas que antes teria medo de falar. Estou mais confiante e confortável.
Quando falamos pela última vez, em 2008, você disse que estava escrevendo algumas músicas inspiradas pela cultura céltica. Ainda continua com essas músicas?
Eu estava em um momento completamente diferente, antes de conhecer o Will ‘Science’. Escrevi algumas músicas boas, mas em uma direção completamente oposta. Nada dessa época estará no novo CD.
Além da música, o que a Amy Lee gosta de fazer no seu tempo livre?
Eu amo pintar. Estou trabalhando em um quadro há quase um ano e meio. Tem um monte de pequenos seres marinhos e eu sempre volto nele, mas parece aquele projeto sem fim. Quando preciso descansar um pouco, é uma das coisas que eu faço. Tenho tocado também Harpa. Quando o Evanescence tirou férias, eu comprei uma grande harpa e começei a estudar como se estivesse no colegial de novo, o que foi muito, muito legal. Com certeza vou usar isso no novo CD.
Algum pensamento sobre We Are The Fallen?
Não tenho não. Não tem nada haver comigo ou com o Evanescence.
Então posso falar com segurança que faz tempo que você não fala com o Ben, John ou Rocky?
Sim, com certeza.
Parece que você superou o drama e está revitalizada.
Sim, isso é verdade. Estou em outro lugar aogra. Estou feliz comigo mesma e não preciso da aprovação de mais ninguém.






teste
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eh o evanescence voltando….
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