Especial: Jonny Craig, Uma Bela Voz Para Um Péssimo Caráter pt.1
A publicação da exclusão de Jonny Craig da próxima turnê do Dance Gavin Dance e todo o desenrolar da história me rendeu certa nostalgia e depois de conversar com algumas pessoas, resolvi montar um especial sobre a trajetória/biografia do Jonny Craig, porque muitos não fazem nem idéia de metade dos fatos.
Assim como boa parte das outras bandas que eu conheço, eu fiquei sabendo sobre o Dance Gavin Dance, graças ao MPSIROCK. Na época, eles haviam assinado com a Rise Records e já eram vistos como “a próxima grande coisa” da gravadora que na época não era tão popular e forte como é hoje. Naquela época [2005/2006] a Rise era vista como uma gravadora pequena que estava prestes a revelar algumas bandas como, por exemplo, The Devil Wears Prada e Drop Dead, Gorgeous. Mas antes de falar do Dance Gavin Dance é preciso falar da antiga banda do Jonny, Ghost Runner on Third, que teve um grande destaque na cena local de Washington quando surgiram, e boa parte do destaque que eles tiveram foi graças ao vocal do Jonny.
Mas as coisas nos bastidores nunca foram boas entre o Jonny e o restante da banda. E isso foi uma coisa que não foi divulgada até quando ele saiu do Dance Gavin Dance em 2007. A carta de expulsão do Jonny relata que ele já tinha problemas com abuso de substâncias naquela época. E quando o Will Swan foi buscar o Jonny em Seattle um dos integrantes do Ghost Runner on Third bateu no Jonny com um soco inglês falando que o Jonny “nunca havia feito nada pela banda”.
Mesmo assim, ele foi para o Dance Gavin Dance. Mas os problemas só foram crescendo. A carta relata vários momentos em que Jonny já usava e abusava da boa vontade dos outros, ele morou durante 2 anos pulando de casa em casa dos integrantes, e tudo isso de graça, segundo a própria banda: Ele não pagou por nada e nem se quer agradeceu.
Tanto as gravações do primeiro EP da banda quanto o primeiro full-length, ‘Dowtown Battle Mountain’, apresentaram diversos problemas entre Craig e o resto da banda, eles apontam diversas vezes em que o Jonny estava drogado de mais para gravar, e durante todo o processo foi completamente improdutivo, ele não sabia (não sei se não sabe até hoje), tocar nenhum instrumento e também não escrevia letras para as músicas, gravando boa parte das coisas na base do improviso, o que resultava em algumas dores de cabeça posteriormente para os integrantes da banda que tinham que “transcrever as coisas que ele gritava no microfone” para montar letras. O fato dele não ter nem o primeiro grau completo também complicava a situação porque quando ele aparecia com algumas letras, elas estavam cheias de erros de gramática (fato que pode ser até comprovada nos e-mails trocados entre Craig e a Rise Records que vou falar na segunda parte desse especial).
Ai a gente tem vários problemas que ele gerou na estrada após o lançamento do ‘Downtown Battle Mountain’, que variam desde arrumar brigas com outras bandas, pessoas dentro do DGD (incluindo o ex-guitarrista do DGD, Sean O’Sullivan, que deixou a banda por conflitos com Jonny), isso sem falar nas bebedeiras e drogas, que fizeram alguns shows da banda terem duração menor ou até mesmo não acontecerem. A gota d’agua segundo a própria banda foi no último show da turnê em que ele não conseguia cantar nem a primeira música de tão chapado que estava, após o show ele acabou arrumando uma briga com 1 integrante da banda, o produtor e o vendedor de merch. E ele anunciou que estava saindo da banda. O grupo então resolveu literalmente seguir sem ele ao retornarem pra casa na Califórnia (extremo oeste dos EUA) e deixarem o Jonny em Nova Jérsei (nordeste dos EUA).
Pra sorte do Jonny, a banda A Skylit Drive, ficou sem vocalista no meio da sua turnê após Jordan Blake ficar doente, e o ex-DGD assumiu o posto. Mas a fama de Jonny estava tão ruim na época que antes mesmo do primeiro show do A Skylit Drive, a banda já havia informado que essa era uma coisa temporária e que assim que acabasse a turnê, Jonny estava fora da banda. Enquanto Jonny fazia os shows com A Skylit Drive, o dono da Rise Records encontrou uma possível solução e apenas duas semanas após deixar o Dance Gavin Dance, Jonny foi apresentado como o novo vocalista do Emarosa, outra banda que estava surgindo na época e havia perdido o seu vocalista Chris Roetter.
A banda publicou uma declaração de que acreditava em uma “segunda chance” e Jonny começou a trabalhar com eles no primeiro full-length ‘Relativity’. A banda permitiu que Jonny voltasse aos velhos hábitos, tendo atritos durante a sua passagem pelo grupo, atritos que só foram realmente revelados após a sua expulsão do Emarosa. Um dos integrantes chegou a dizer que nunca houve um tempo calmo durante os cinco anos que Jonny esteve no grupo, sendo uma constante trajetória de altos e baixos.
Os integrantes do Emarosa reviram um velho problema de Jonny Craig, já apontado inclusive pelo Dance Gavin Dance, Jonny não contribuía efetivamente com o Emarosa. Instrumentalmente a contribuição de Jonny nos dois álbuns lançado pela banda foi zero. E em relação às letras, boa parte delas foram feitas pelo guitarrista ER White, com uma ou outra colaboração de Craig, e novamente vários improvisos direto na cabine de gravação segundo a entrevista que o grupo deu após a saída de Craig.
A gota d’água para a saída de Craig do Emarosa foi o escândalo do seu modelo do “macbook air” em que Craig vendeu laptops para fãs, mas nunca os entregou. Usando o dinheiro para comprar drogas. Mas antes disso acontecer, outras coisas rolavam nos bastidores…
A parte II já pode ser conferida aqui!






to vendendo uns mac air aí..tais afim?
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É foda, porque o Jonny tem uma voz FODA DEMAIS. O cara canta muito. O Emarosa com outro vocalista vai ser difícil de acostumar. Mas fato é que esse cara não vale 1 real, né. Muito talento, pouco caráter.
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