MPSI Entrevista: Alessa

Publicado: Danilo Soares

Publicado em 22/05/2013

A banda Alessa teve um sucesso considerável há alguns anos atrás. Lembro de como essa foto corria solta na época do Orkut. Os tempos passaram mas a banda permaneceu. Depois de muitos shows e uma pausa angustiante, a banda anunciou seu retorno não só aos palcos, mas ao estúdio também! E foi em cima disso que nossa equipe bateu um papo com eles durante essa semana, confira abaixo:


MPSI: O primeiro trabalho de vocês, Quando Ela viu o Céu, teve grande repercussão pelo boca-a-boca. Qual foi o feedback que vocês tiveram?

Alessa: Foi incrível! Mal podíamos acreditar que um trabalho tão puro e sem pretensões pudesse repercutir da forma que repercutiu. Vimos nossa comunidade no falecido Orkut crescer as dúzias diariamente, ao mesmo tempo que cresciam os pedidos de amizade e mensagens com apoio e incentivo. Foi uma sensação única!

MPSI: Classificar música dentro de estilos pré-definidos é algo relativamente  antiquado, e algumas bandas evitam falar sobre isso. Mas queremos saber: quais estilos e técnicas são utilizados por vocês? Existem bandas que sejam referências?
 
Alessa: Também não gostamos de nos rotular, mas é inegável o quanto nossas músicas passeiam pelo Metalcore. Ouvimos diariamente bandas como The Devil Wears Prada, August Burns Red e Periphery, e na mesma playlist tem City and Colour, Copeland, Fresno... Gostamos de afinação baixa, acordes dissonantes, berros, refrões melódicos, riffs e breakdowns! Isso faz parte da Alessa, mesmo não colando em nós mesmos uma etiqueta com um gênero musical. 
 
MPSI: Recentemente o vocalista de uma bandas mais proeminentes do cenário emergente da música alternativa foi preso, acusado de planejar a morte de sua própria esposa. Como cristãos, como vocês enxergam isso? Acreditam que há perdão pra ele?
 
Alessa: Eu ainda estou muito confusso com o caso do Lambesis... E particularmente, preferia acreditar que isso não aconteceu. Mas, caso seja julgado culpado, deverá cumprir sim as punições segundo as leis do homem. Existe uma passagem que diz que: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.”, ou seja, acredito que exista perdão pra ele perante a Deus apenas se esse arrependimento for verdadeiro. 
 
 
 
MPSI: Vocês são do interior paulista, de Presidente Prudente mais precisamente. Como é a cena dessa região? É ativa? Existem bandas co-irmãs?
 
Alessa: Vivemos em uma cidade onde a cena é extremamente gelada. Existe aqui uma super valorização do saudosismo no rock. Muitas bandas fazendo coveres de bandas dos anos 70, 80 e 90, o que de fato, não é de todo ruim, pois eles agarram um público novo, que nunca teve contato com esse período da música, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço para estilos musicais mais pesados como o nosso. Pra se ter ideia, já tocamos em  quase todas as capitais brasileira, com público inflamado, enquanto aqui, tocamos apenas três vezes.
Temos muitos fãs e amigos aqui, o que nos faz ter muito orgulho de ter crescido aqui, mas diante das oportunidades, a cena fora da cidade ainda soa mais interessante.
 
MPSI: Vocês anunciaram recentemente um novo trabalho, para o mês de julho, possivelmente. Pode dar mais infos, com relação a sonoridade, letras e produção?
 
Alessa: Estamos trabalhando muito duro nesse projeto. Já tem um bom tempo que começamos a compor essas músicas e durante todo esse tempo evoluímos muito musicalmente!
Buscamos novos timbres, novas afinações, experimentamos mais coisas... deixamos pra trás qualquer velho preconceito e tentamos absorver o melhor de tudo que vivenciamos, seja em música, filmes, livros ou experiência de vida. Aos que ainda tem duvidas se esse disco vai estar mais leve ou muito diferente do primeiro EP, só posso dizer que vocês precisarão vestir uma armadura antes de ouvir, porque tá uma “tijolada na cara”! [risos]
 
MPSI: Depois de 4 anos com a banda formada, vocês acreditam que mudaram com relação ao começo? Digo, as expectativas e visão da banda foram modificadas ao longo desses anos?
 
Alessa: Nosso objetivo continua o mesmo. Tocar e levar a mensagem para o máximo de lugares e pessoas possíveis. Lógico que depois quatro anos de banda (que na verdade somam oito anos no total) aprendemos muita coisa, principalmente que a vida como banda não é tão fácil como se vê nos vídeos de bandas que admiramos. Não existe produção, não existe equipamentos de ponta, não existe técnico de som e luz, não existe camarim, não existe cachê milionário, não existe luxo. Continuamos na estrada porque amamos o que fazemos e não porque para nós, não existe satisfação maior do que esta.
 
 
MPSI: Faz alguns meses que você se acidentou. Como foi o acontecimento? Ele afetou algum projeto da banda?
 
Alessa: Infelizmente fui mais uma vítima desse trânsito louco... Aqui em Presidente Prudente, o trânsito é mais caótico que na capital... Motoristas que fazem conversões sem sinalizar, que andam no meio da faixa, que furam o sinal vermelho... É uma maravilha, principalmente pra quem anda de moto! [risos]
No trajeto do trabalho para casa, existe um viaduto que liga a zona central com a zona leste que é onde resido. Esse viaduto é um “S”, e, ao desviar de um carro que me fechava, colidi com um carro estacionado irregularmente na curva.
Apesar de ter me rendido três semana de molho e de ter adiado a pré produção do disco, graças a Deus não fraturei nenhum osso e nem tive nenhum ferimento mais grave.
 
MPSI: Para 2013, existem mais novidades além do novo disco? Planejam tours fora da sua região?
 
Alessa: Temos muitos planos para esse ano! Já temos composições além do disco no gatilho para um projeto no segundo sementre, além de projetos em video sendo rascunhados. Queremos tocar em todas as cidades que não tocamos e voltar as que já fomos, além de, se tudo der certo, visitar nossos “Hermanos” até o final do ano! Hehe
 
MPSI: Deixe uma mensagem aos fãs da banda!
 
Alessa: Só tenho a agradecer as mensagens de apoio e carinho que viemos recebendo nas ultimas semanas, estamos muito felizes por saber que vocês continuam conosco mesmo depois de tanto tempo!
Que Deus abençoe a todos vocês e que esse novo trabalho possa ser tão edificante pra vocês como tem sido para nós!
 
Só se deixa de sonhar quando se deixa de viver, e nós, estamos MUITO vivos!

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